segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O trânsito


Para iniciar esta coluna escolhi um tema que há tempos mexe com o dia a dia dos paulistanos: o trânsito, a insatisfação e o estresse que este problema nos traz.

Que o trânsito da cidade de São Paulo está cada vez mais caótico não é novidade para ninguém. Ir e vir não é tão simples como deveria ser. Cada dia mais carros, mais pessoas compõem um quadro desesperador, fonte inesgotável de estresse. Engarrafamentos, buzinas e imprudência são alguns dos fatores que podem gerar brigas de trânsito. No último dia de janeiro, por exemplo, um homem foi morto a facadas na frente da esposa e do filho após uma briga de trânsito na Marginal Pinheiros. Acredito que este fato tenha chocado a maioria das pessoas e gerado uma reflexão sobre o porquê de tanta violência, tanto descontrole.

Quem dirige certamente já sentiu vontade de xingar (ou já xingou mesmo) outro motorista, ficou perplexo diante de uma barbeiragem que viu ou foi vítima, ou simplesmente quis largar o carro no meio de um congestionamento e sair correndo... Ocorre que em situações agudas de estresse qualquer pessoa que tenha uma predisposição pode ter um surto, agir com fúria descontrolada e se envolver em confusão. Essa predisposição é construída ao longo da vida e depende principalmente das respostas dadas as diferentes situações cotidianas. A estrutura de personalidade formada nos primeiros anos de vida também dão pistas sobre quem tem essa predisposição. Pense um pouco: nesta semana quantas vezes você se frustrou no trânsito e quase perdeu a cabeça? Aumente esta análise para um mês e depois para um ano. Reflita sobre o seu comportamento e entenderá o que é essa predisposição. Sentir-se no limite é uma boa pista.

O que podemos fazer é nos fortalecer diante dos eventos negativos do dia a dia. Tente analisar a situação por outro viés, por exemplo: se você está em seu carro no meio de um engarrafamento, pense nas pessoas que estão no ponto de ônibus esperando a condução. Num momento de grande estresse, em que você se sente prejudicado pense nas consequências de suas atitudes e o quanto a repercussão delas afetará sua vida.

Infelizmente no trânsito não temos como prever as atitudes dos outros motoristas ou passageiros, mas se cada um fizer a sua parte e agir com TOLERÂNCIA e RESPEITO os problemas serão infinitamente menores e talvez o excesso de carros, de semáforos serão detalhes a serem enfrentados por todos com mais naturalidade. VALESKA CIZAUSKAS – CRP-SP: 06/87738